SEABRA: Os grupos políticos e o futuro da cidade

O eleitorado de Seabra viverá um novo desafio na próxima eleição municipal em 2024.

O eleitorado de Seabra viverá um novo desafio na próxima eleição municipal em 2024. O município conviveu a décadas com disputas políticas voltadas a dois grupos.
Foto: Joelson Paz

O município conviveu a décadas com disputas políticas voltadas a dois grupos. A cada momento esses grupos elegiam seus representantes, que revezavam na administração da cidade. Nesses pleitos pouco importava o candidato, porque a maioria do eleitorado bastava saber quem era jacu, ou quem era male. Em Seabra se escolhia o grupo que iria governar, assim sendo, as lideranças dos grupos tinham primazia nessas escolhas.

A eleição municipal de 2016, foi um marco para cidade de Seabra, porque o eleito foi alguém que embora estivesse um histórico de passagem nos dois grupos políticos predominante, contudo no processo eleitoral não representava nenhum deles.

Embora o processo eleitoral fosse um marco histórico, o governo não se pode dizer o mesmo. Na administração o governo eleito em 2016 repetiu as mesmas práticas de governos anteriores, se não piores. Iniciou o governo com o processo de “caça às bruxas”, dividindo a população, e construindo oposição, além disso a gestão municipal por muito tempo condenou a política, trazendo conotação negativa, e o gestor não se assumiu como político, embora eleito pelo sufrágio universal.

Um município jamais será reconstruído, ou poderá ser transformado com mágica. Colocar a economia em ordem, retomar o crescimento e a credibilidade é um processo lento e que exige esforço real da classe política comprometida. Quem vence um processo eleitoral, e pensa em mudar um processo de gestão que a décadas fracassa na administração municipal, tem que, sobretudo construir uma unidade das forças políticas dispares, porque o processo de “caça às bruxas” serve apenas para perpetua a desordem, e nunca a construção do bem-estar da população.

A população de Seabra em 2016 ansiava por mudanças profundas, com mais oportunidades e menos desigualdades. Aspirava pelo fim dos privilégios dos “grupinhos” de empresários e “amigos dos prefeitos”, assim como da blindagem dos políticos. Anelava por uma participação popular forte nas decisões do governo, e que o sistema político fosse verdadeiramente conectado com a sociedade.

Nesse processo, as REFORMAS seriam necessárias. E tais reformas deveriam refletir as necessidades da população seabrense, e não somente de um grupo político ou econômico. Devem ser pensadas a longo prazo e não somente na eleição seguinte. Devem ser um projeto dos munícipes e não um projeto de governo.

Chegou a hora de os políticos realizarem autocrítica e entenderem que a “mãe das reformas” deve nascer dentro dos partidos. Que a velha política deve ser deixada no passado, e que os projetos partidários devem ser amplamente reformulados, discutidos, trabalhados, modernizados, e que, independente da ideologia, os partidos precisam ter compromisso com Seabra e com os seabrenses.

Na próxima oportunidade vamos tratar dos perfis dos pré-candidatos a prefeito de Seabra, pois ultimamente observa-se que sobra nomes, e faltam propostas, e ainda mais alguém que fale e seja, a voz da população seabrense. Não é natural que os políticos, sobretudo os que estão na vereança fechem os olhos para o que esta acontecendo, ao tempo que se colocam como futuro gestores. Será que mudaremos mais uma vez somente a foto do prefeito?

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