SEABRA: Um líder político que conhece o “Tempo da Política” e a “Movimentação do Eleitor” não pode ser subestimado.

Foto: Reprodução

O que entendemos como líder político? Seria aquela liderança que consegue alguns votos em sua comunidade? Obviamente que não. Qual a diferença entre ser líder e ser uma liderança?


A palavra utilizada na linguagem verbal varia de acordo com o seu significado a partir de uma dada cultura. Pouco se dá conta a este respeito em virtude do uso corrente que se faz dos vários termos cotidianos. Para que o sentido das palavras líder e liderança aflorem em sua essência, faz-se necessário um aprofundamento a respeito, e com isso revelar a diferença e a importância singular de cada uma.



Líder, quer dizer: chefe, dirigente ou guia de qualquer tipo de ação, empresa ou ideal, e é, exatamente, o que se compreende quando o termo é utilizado em algum tipo de definição necessária. Liderança, refere-se a: qualidade de líder, capacidade de liderar, chefia, direção. Tem-se, então, a nítida percepção – e assim é aprendido pela cultura – de que ambas as palavras têm a mesma equivalência, portanto, o seu emprego pode variar tão somente pelo seu uso sinônimo. No entanto, há uma distância expressiva, separando conceitualmente cada uma delas.


E o que seria Tempo da política? Como a própria definição diz, o tempo é uma declaração relativa das coisas. E na política não poderia ser diferente: o tempo político parece ser ainda mais relativo, porque envolve interesses difusos e uma agenda pública dinâmica. Além disso tudo, pelo fato da política ser o local da tomada de decisão em escala, o tempo de percepção do impacto vindo de mudanças de diretrizes é ainda maior.



A despeito de algumas ausências que são evidentes por parte de alguns representantes políticos, conseguir articular interesses da sociedade e levá-los adiante, exige muita articulação e debate. Não é coincidência que uma das competências mais relevantes a serem avaliadas na ora de escolher uma liderança política é a resiliência.


Alinhar a percepção sobre o tempo político e o impacto parece crucial para que representantes políticos consigam seguir trabalhando para os cidadãos. A forma clássica de equilibrar o contraste entre esses TEMPOS, era a figura da liderança; que conseguia concentrar em si a esperança e “acalmar os ânimos”. Arrisco dizer que os tempos são outros e que os(as) representantes vão ter que repensar as formas de manter o equilíbrio.


Dito isto, penso que o município de Seabra vive uma escassez de líderes políticos, que de fato conheçam o Tempo da Política e a Movimentação do eleitor. Assim como na vida secular, na política não existe uma forma de ressuscitar defunto. Por mais grande que tenha sido esse ou essa liderança política.


Acreditar que o eleitor ira seguir, acompanhar e construir perspectivas em valores de ex-líder ou ex-liderança é não conhecer o Tempo e as relatividade das coisas.


O que se percebe na política seabrense nos últimos dias, são muitos “aventureiros” querendo ocupar espaços vazios, porém desprovidos de capacidade e conhecimento. Esse último quer seja técnico (administrativo) ou político. Ainda arrisco a dizer, que se algum desses aventureiros lograr êxito na próxima eleição, o futuro do município de Seabra será muito pior que seu presente.
Por fim, vamos encerrar por aqui, porque devemos praticar o que escrevemos, e o tempo não nos permite dizer mais nada.

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