A POLÍTICA HOJE: E  PALMEIRAS PROFESSOR?

Foto: Ouricuri Notícias



Já era quase madrugada do último dia (08), o carnaval em Salvador estava na rua, quando recebi uma mensagem no celular de um leitor palmeirense, nunca tinha visto essa pessoa, não sei como conseguiu meu número de telefone, e me fez uma pergunta na intimidade. “ E Palmeiras professor?”.

Logo compreendi ser um leitor, e a isso explica a intimidade, porque já dizia Saramago que

A leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar em um lugar”. — José Saramago. Assim sendo, nosso lugar é de intimidade.


Então minha resposta ao mesmo foi que me esforçaria para que o município de Palmeiras fosse a primeira  a ser discutida na Política Hoje.

Explicado isto, agora vamos para nossa OPINIÃO. A Política Hoje em Palmeiras-Ba não é coisa para amadores. Vejo o risco de tudo acontecer, e inclusive nada.

Hoje três nomes estão como pré-candidatos, a saber, Marcos Teles, que já foi prefeito por oito anos. Wilson Rocha que já foi vereador e vice-prefeito , e por fim, o servidor municipal, Cézar Enfermeiro, que foi candidato na última eleição representando a terceira via política no município e foi muito bem votado, sobretudo pelo eleitor do Capão. Vamos aos nomes e às condicionantes

MARCOS TELES
O pré-candidato Marcos Teles representa o grupo de situação no município. Marcos Teles foi considerado o maior nome para bancar a candidatura do atual prefeito Ricardo Guimarães. Teles também já foi prefeito por dois mandatos representando esse mesmo grupo político, quando na tentativa de fazer sucessor, na época o candidato Juninho, foi derrotado pelo ex-prefeito Adriano, popularmente conhecido como Didico. Após isso, Teles passou oito anos inelegível, contudo não afastado do cenário político.
A favor da candidatura de Teles conta sua experiência, ser do grupo de situação no município, ter apoiado a eleição do governador Jerônimo Rodrigues,  e ser líder de um forte grupo político.
Contudo, vislumbro certa inabilidade política ao pré-candidato em análise, TALVEZ a diferença temporal da sua última eleição para hoje, o tenha deixado confuso. Não há como pensar da mesma forma, e o risco é grande em cometer anacronismo histórico. Não há como ser o candidato do prefeito Ricardo, que lidera bem o seu grupo político e ao mesmo tempo fazer críticas ácidas a atual gestão, e ao prefeito. Percebo o grupo insatisfeito com o nome de Marcos, diante do exposto, e não menos importante, lhe falta uma assessoria competente, e que cuide da rede social do  pré-candidato.


WILSON ROCHA
Wilson foi vice-prefeito em Palmeiras na primeira gestão do atual prefeito Ricardo Guimarães. No último ano da gestão, rompeu com Guimarães e resolveu ser candidato a prefeito. Na oportunidade recebeu  2.203 votos (38,51%).  Excelente votação, muitos do seu grupo político  ficaram decepcionados, e não faltou culpados pela derrota.
Na campanha, o grupo adotou como símbolo da campanha um trator. Como espécie de simbolismo ao trabalho, ao cuidado com estradas e etc.
Foi uma campanha empolgada, cara e desorganizada, não pensaram na estrutura política local, e esqueceram que em política o único cálculo que se faz é somar, jamais subtrair ou dividir. Talvez essa tenha sido um dos diversos motivos que fizeram Rocha perder a eleição.
Se na campanha existia empolgação, após ela, a situação não mudou. Isso mesmo, o palanque não foi desfeito, o grupo continuou usando os adesivos, a cor verde, e as ações políticas continuaram intensas. Se o trator atolou? Ainda não é possível precisar.


CÉZAR ENFERMEIRO
O servidor municipal Cézar Enfermeiro, como é conhecido, foi candidato a vereador na eleição de 2016, e ficou na suplência.  Já em 2020, o Enfermeiro engatou um “Eu acredito”, e partiu para eleição, desta feita como candidato a prefeito.

Uma campanha magnífica na rede social, durante um período pandêmico da COVID-19,  o grupo político de Cézar Enfermeiro montou uma estrutura de Programa de Governo Participativo (PGP), rodou todo o município e surpreendeu com sua votação.
Após a eleição, o Enfermeiro se afastou do município, e consequentemente do eleitorado. Cézar que mesmo sem cargo conseguia trazer diversos benefícios para sociedade palmeirense, ficou afastado da cidade.  A justificativa pelo afastamento, o Enfermeiro disse que o concurso da esposa em Brasília, o obrigou acompanhá-la. Tinha que cuidar da família, e ficou um período morando por lá.


No ano passado, Cézar conseguiu transferência para Bahia, e disputou a eleição do Conselho Regional da Enfermagem (Coren-BA), ao tempo que sua chapa venceu o pleito e em janeiro tomou posse como vice-presidente da entidade.
É possível ouvir diversos eleitores em Palmeiras serem categóricos, em afirmar que Cézar é o melhor candidato, mas não ganhará a eleição por não possuir dinheiro.

Isso mesmo, a percepção é que quem não tiver dinheiro para “investir” não consegue vencer a eleição. Tragédia anunciada? Há quem diga, que o Enfermeiro começou sua caminhada por Palmeiras. Já foi citado como maior apoiador da festa de São Sebastião no Capão, e também já foi visto no Campos de São João, em que saiu um vídeo de um novo filiado ao seu partido.
É importante compreender que o município de Palmeiras ao longo do tempo tem acompanhado de perto o surgimento da terceira via, ou seja, um novo grupo político. A votação de Cézar Enfermeiro na última eleição,  981 votos (17,15%), representou muito esse crescimento que começou à eleições atrás.

Agora é sua vez, leia, discorde, concorde, reescreva, construa. Ao final, aqui você decide.

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